No jardim de grama verde
era um dia de sol fremente
A mulher sentada na pedra
dizia a si mesma: "tanta incoerência"
e sacudia a cabeça...
Bem perto,
o homem ouvia
o canto dos anjos
O homem sentia
o perfume das flores
O homem via
a cascata de cabelos vermelhos
e esperava satisfeito...
(Sentir na palma da mão
o coração que bate - arde - canção)
O vento surgiu de repente
revirou as vestes da mulher
Num movimento torto da seda
escondeu o rosto do homem ditoso
Foi na queda do véu
o momento oportuno
de olhos e olhos
de beijo e de boca
com gosto de mundo.
Dhenova - abril/2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Encontro
Distâncias aproximadas
Em extremos, tão paralelos
Seja inverno, seja sul
Seja norte, seja sol
Sempre a palavra estimada
Entre nós, nestes elos
Seja doce, seja sal
Seja terra, seja céu
Sempre a cantiga alada
Enfrentando os dias, tão belos
Nuances espatuladas
nos cantos da tela, pintura abstrata
seja verão, seja leste
seja aventura, seja breve
Compartilhar a vida
no encontro de parcerias, pura magia
seja mar, seja mato
seja olfato e tato
Encantada a poesia
enfeitada pelo dia, de folia.
Dhenova
Em extremos, tão paralelos
Seja inverno, seja sul
Seja norte, seja sol
Sempre a palavra estimada
Entre nós, nestes elos
Seja doce, seja sal
Seja terra, seja céu
Sempre a cantiga alada
Enfrentando os dias, tão belos
Nuances espatuladas
nos cantos da tela, pintura abstrata
seja verão, seja leste
seja aventura, seja breve
Compartilhar a vida
no encontro de parcerias, pura magia
seja mar, seja mato
seja olfato e tato
Encantada a poesia
enfeitada pelo dia, de folia.
Dhenova
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Quadro a quadro
Sei do pacto que não fiz
sei que sou aprendiz
Sei da faca na mesa
sei que sou tesa
Sei da figura marcada
sei que sou abstrata
Sei da marca na testa
sei que sou adversa
Sei da água fria
sei que sou cria
Sei do espelho oval
sei que sou banal
Sei do rosto quente
sei que sou indecente
Sei da sina do tempo
sei que sou complemento
Sei do amor equivocado
sei que sou pecado.
Dhenova
agosto/2009
.
sei que sou aprendiz
Sei da faca na mesa
sei que sou tesa
Sei da figura marcada
sei que sou abstrata
Sei da marca na testa
sei que sou adversa
Sei da água fria
sei que sou cria
Sei do espelho oval
sei que sou banal
Sei do rosto quente
sei que sou indecente
Sei da sina do tempo
sei que sou complemento
Sei do amor equivocado
sei que sou pecado.
Dhenova
agosto/2009
.
sábado, 25 de julho de 2009
PAIXÃO CASUAL, acróstico

P ega de jeito, me prende no peito
A garra bem forte, sem respeito
I nquieto, mostra tua gana
X ucro, me arranha as ancas
à h, não! Sim! Agora... eu te digo
O lho no olho, cama desfeita, olhar arredio
C arinho no rosto, suspiro profundo
A braço na porta... e o coração vagabundo
S altita eloquente, à procura do novo
U ma nova paixão, um novo conceito
A o acaso, alma livre voa no horizonte
L iberta do amor... consome.
Dhenova - 23 de junho
quarta-feira, 22 de julho de 2009
INVERNO NO SUL

... é a presença do Minuano
que marca no meu solo
a chegada de mais um inverno
e
vêm dos campos amarelados
os gritos dos queroqueros
eles buscam na manhã fria
a parceria
no pio da perdiz displicente
no bem-te-vi que canta pra o ar
no mugir das vacas
no canto do galo...
é quando eu suspiro
e acordo pra mais um dia
e continuo pensando...
é aqui no meu pampa
minha dança com a vida
é aqui minha base
meu cheiro e cor
é aqui meu feitiço
meu olhar ao além
é aqui minha terra
sou Gaúcha
sou *Princesa do Sul
sou Poesia.
Dhenova - abril/2009
(alusão à cidade de Pelotas)
que marca no meu solo
a chegada de mais um inverno
e
vêm dos campos amarelados
os gritos dos queroqueros
eles buscam na manhã fria
a parceria
no pio da perdiz displicente
no bem-te-vi que canta pra o ar
no mugir das vacas
no canto do galo...
é quando eu suspiro
e acordo pra mais um dia
e continuo pensando...
é aqui no meu pampa
minha dança com a vida
é aqui minha base
meu cheiro e cor
é aqui meu feitiço
meu olhar ao além
é aqui minha terra
sou Gaúcha
sou *Princesa do Sul
sou Poesia.
Dhenova - abril/2009
(alusão à cidade de Pelotas)
domingo, 19 de julho de 2009
LIBERDADE, acróstico
Grata a Gaia

Oh, deusa
agradeço
pelas manhãs de primavera
na beleza das cores e odores
sensações pueris
desse lindo jardim suspenso
Oh, deusa
agradeço
pelas noites de inverno
no calor do fogo das paixões
no infinito sabor
do beijo intenso e breve
Oh, deusa
agradeço
pelas tardes de outono
de vento frio e céu cinzento
amainado pelo sol quente
o desespero concernente
Oh, deusa
agradeço
pelas madrugadas de verão
do ar abafado e do carmim
arrancado assim
sem duo, sem bis
um suspiro sem fim.
Dhenova - maio/2009
agradeço
pelas manhãs de primavera
na beleza das cores e odores
sensações pueris
desse lindo jardim suspenso
Oh, deusa
agradeço
pelas noites de inverno
no calor do fogo das paixões
no infinito sabor
do beijo intenso e breve
Oh, deusa
agradeço
pelas tardes de outono
de vento frio e céu cinzento
amainado pelo sol quente
o desespero concernente
Oh, deusa
agradeço
pelas madrugadas de verão
do ar abafado e do carmim
arrancado assim
sem duo, sem bis
um suspiro sem fim.
Dhenova - maio/2009
NOITES ILUMINADAS
O tom mais próximo...
Hoje comecei uma telacom a cor do coração
pintei de amarelo permanente
todo o fundo de emoção
pintei de laca gerânio
muitas flores
sem desespero nos amores
pintei de gris de payne
toda a borda
e de violeta cobalto
o tom mais próximo
de repente...
esmoreci
as palavras
me chamaram
fiz que não ouvi
e quis também pintar de azul celeste
certos detalhes
mas saiu um esverdeado estranho
sem noção, sem cuidado
até que no final ficou bonito
a poesia pintada
no quadro feito de madrugada.
Dhenova - maio/2009
Era uma vez...

Era uma vez
um passarinho
que cantava
cantava para Aurora
nas primeiras horas
Um dia
doce passarinho
perdeu-se da hora
e da bela Aurora
ao sair do ninho
a musa havia ido embora
Neste dia,
o passarinho entristeceu, pobrezinho
não cantou o dia inteiro
nem à noite estrelada
nem ao amanhecer...
infeliz passarinho sem ninho.
Dhenova - maio/2009
um passarinho
que cantava
cantava para Aurora
nas primeiras horas
Um dia
doce passarinho
perdeu-se da hora
e da bela Aurora
ao sair do ninho
a musa havia ido embora
Neste dia,
o passarinho entristeceu, pobrezinho
não cantou o dia inteiro
nem à noite estrelada
nem ao amanhecer...
infeliz passarinho sem ninho.
Dhenova - maio/2009
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